Associações

Apresentação das associações de mulheres abrangidas pelo projecto:

 

Assistência das Portuguesas às Vítimas da Guerra (1916-1918)

Instituição humanitária de inspiração cristã, fundada pela Condessa de Burnay, Condessa de Ficalho e Condessa de Santo Tirso com o objectivo de apoiar material e moralmente os militares e todas as vítima da guerra. Promoveu obras educativas e sociais e incentivou a assistência religiosa em campanha.

Investigadora: Natividade Monteiro (nati.monteiro@netcabo.pt)

 

Associação das Antigas Alunas do Instituto de Odivelas (desde 1919)

A história do Instituto de Odivelas é longa e diversificada em múltiplos aspectos, tendo também para tal contribuído a sua transição por diversos regimes políticos – Monarquia-República-Estado Novo. Salientamos o singular papel de diversas figuras como o Infante D. Afonso e sua Mãe, a rainha D. Maria de Saboia, na fundação do Instituto, denominado primeiramente de Infante D. Afonso (1898). Mas, com o novo Director, Frederico Simas, empossado, em 1919, já na República, outro percurso começaria. Graças a este notável pedagogo e à sua equipa, as meninas de Odivelas teriam uma invulgar e privilegiada educação que lhes permitiu ser protagonistas de um inusitado acto, logo nos inícios de Novecentos, a fundação da sua própria Associação de Alunas. Se é um facto que, já nos séculos XIX e XX, o sexo masculino lutava pela existência destas Associações, Caixas Económicas, ou do Mutualismo, não é menos verdade estar o sexo feminino ausente destas pugnas, e dos benefícios destas Associações.  Para entendermos a especificidade da notável história desta Associação utilizaremos como referência as supracitadas instituições e, por comparação, a valorizarmos.  Analisaremos a ideologia vigente na gestão do Instituto, fruto de uma nova e determinante direcção pedagógica e política; descortinaremos o que esteve subjacente a esta iniciativa e aos seus dirigentes; quem por ela foi responsável e suas consequências até aos dias de hoje.

Investigadora: Ana Costa Lopes (ihwork.online2016@gmail.com)

 

Associação Feminina “Pela Pátria” (1914-1917)

Fundada em Lisboa por Ana de Castro Osório, Ana Augusta Castilho, Antónia Bermudez e Maria Benedicta Mouzinho de Albuquerque Pinho, tinha como objectivo fazer propaganda patriótica e mobilizar as mulheres portuguesas para a confecção e recolha de agasalhos para os soldados mobilizados para África e para os exércitos aliados.

Investigadora: Natividade Monteiro (nati.monteiro@netcabo.pt)

 

Associação Feminina Portuguesa para a Paz (1935-1952)

Constituída formalmente em 1935, já que os seus Estatutos datam de 10 de Novembro de 1935 e foram homologados pelo Governo Civil de Lisboa em 8 de Fevereiro do ano seguinte, a Associação Feminina Portuguesa para a Paz manteve-se até 1952, quando foi proibida pelo Estado Novo, e procurou conciliar a luta pelo desenvolvimento da Paz mundial com uma intervenção, oculta, de oposição e de resistência à ditadura. Em 1942, surgiu uma importante Delegação do Porto, envolvendo centenas de mulheres e, no final da década, implantou-se uma Delegação em Coimbra, ambas abrangendo numerosas antifascistas.

Investigador: João Esteves (jotaesteves@sapo.pt)

 

Comissão Feminina do Movimento de Unidade Democrática (1945-1947)

Entre as diversas comissões no interior do Movimento de Unidade Democrática (MUD), organização legal fundada em 1945 na esteira do MUNAF, que operava na oposição ilegal, foi criada igualmente uma Comissão Feminina, cujo programa de base é apresentado no documento «As Mulheres e o Movimento de Oposição», publicado no Diário de Lisboa, em Outubro de 1945, apelando às assinaturas das mulheres. Para além da Comissão Distrital Feminina de Lisboa e do Porto, existiram comissões em Barcelos, Famalicão, Braga. Fizeram parte ou estiveram próximas do MUD Feminino nomes como: Alice Maia Magalhães, Carminda Xavier Nunes, Cesina Bermudes, Elina Guimarães, Guida Lamy, Hermínia Augusta Grijó, Irene Lisboa, Jerónima Vinagre, Maria Augusta Alves da Veiga de Oliveira, Maria Isabel Aboim Inglez, Maria Lamas, Maria de Lourdes de Oliveira, Maria Palmira Tito de Morais, Maria Valadares,  Maria da Graça Amado da Cunha, Maria Keil, Manuela Porte, Maria Palmira Tito de Morais, Maria Valentina Trigo de Sousa.

Investigadora: Vanda Gorjão (vandagorjao@gmail.com)

 

Comissão Feminina Eleitoral da Candidatura de Arlindo Vicente (1948)

Na campanha eleitoral de Arlindo Vicente às eleições presidenciais de 1958 (apoiada pelo Movimento de Oposição Democrática) que posteriormente é retirada para sustentar a candidatura de Humberto Delgado, foram criadas várias estruturas sectoriais de apoio à propaganda. Entre elas, Comissões Femininas que se focaram em salientar problemas específicos das mulheres coincidentes com o projecto político do candidato e tiveram expressão sobretudo em Lisboa e no Porto. Em Lisboa, Cesina Bermudes foi um dos nomes que sobressaíram na condução dos trabalhos da Comissão. Também Maria Isabel Aboim Inglez e Virgínia Moura apoiaram a candidatura. No Comunicado “Às Mulheres Portuguesas”, de Abril de 1958, Alice Santos surge como primeira signatária por Lisboa, e Aurora Araújo Lima, como primeira signatária do Porto.

Investigadora: Vanda Gorjão (vandagorjao@gmail.com)

 

Comissão Feminina Eleitoral da Candidatura de Humberto Delgado (1958)

No âmbito da candidatura do General Humberto Delgado às eleições presidenciais de 1958, seguindo a linha, que passou a ser comum, de divisão de unidades de propaganda singulares por sectores e categorias, será criada uma Comissão Feminina que organizava «reuniões de discussão de problemas, actividades em vários pontos do país, espectáculos, recitais de poesia» (entrevista a Maria Barroso). Entre outras mulheres, destacam-se em Lisboa os nomes de Maria Barroso, Vera Lagoa, Natália Correia, Alcina Bastos; na delegação da Comissão Feminina do Porto, Maria Elvira Cortesão teve um intenso trabalho de dinamização.

Investigadora: Vanda Gorjão (vandagorjao@gmail.com)

 

Comissão Feminina Eleitoral da Candidatura de Norton de Matos (1948-1949)

No âmbito da candidatura de Norton de Matos às eleições presidenciais de 1949, entre outras comissões, será criada a Comissão Feminina Eleitoral, que contou com uma delegação em Lisboa e outra no Porto, com o objectivo de canalizar a participação feminina na campanha, intervindo em encontros e defendendo reivindicações específicas relacionadas com as mulheres. Na comissão em Lisboa sobressaíram as intervenções e estiveram associadas Cesina Bermudes, Ermelinda Cortesão, Maria Luíza Almeida, Alda Nogueira, Maria das Dores Cabrita, Maria Lamas, Maria Isabel Aboim Inglez, Irene Lisboa, Lídia França Pereira, Maria Helena Novais. No Porto, sobressaíram as participações de Irene de Castro, Maria Elvira Cortesão, Maria Branca Lemos, Irene Cortesão, Amélia Cal Brandão, Beatriz Almeida, Beatriz Cal Brandão, Maria Nazaré Patacão, Maria Carolina Campos.

Investigadora: Vanda Gorjão (vandagorjao@gmail.com)

 

Comissão Protectora dos Prisioneiros de Guerra Portugueses (1918-1919)

Prisioneiros Portugueses
Espólio Maria Veleda

Fundada em Junho de 1918, era composta exclusivamente por mulheres familiares de prisioneiros portugueses da Primeira Guerra Mundial. As reuniões da Comissão realizavam-se no salão da revista Ilustração Portuguesa, em Lisboa, que desde o primeiro momento apoiou o projecto; as dos grupos de trabalho muitas vezes decorriam nas casas das respectivas coordenadoras. Ao longo do ano de 1918, desdobraram-se em contactos com o governo e com o presidente da República para que os prisioneiros fossem apoiados e realizaram inúmeras iniciativas de recolha de donativos a serem enviados para os seus familiares presos. Com a assinatura do Armistício, em 11 de Novembro de 1918, e o regresso dos prisioneiros, a partir de Janeiro de 1919, a Comissão ter-se-á extinto neste ano.

Investigadora: Fátima Mariano (fatima.mariano@gmail.com)

 

Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1914-1947)

Adelaide Cabete

O Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP) foi fundado em Lisboa, em 1914, por Adelaide Cabete (1867-1935) com o objectivo de federar o máximo de associações de mulheres existentes em Portugal. O CNMP estava filiado no International Council of Women (ICW) criado em 1888 em Washington (EUA), que reagrupava conselhos nacionais de mulheres do mundo inteiro (em 1914, 22 conselhos eram filiados no ICW). A longevidade do CNMP é notável: conseguiu manter-se 33 anos durante vários regimes políticos – República, Sidonismo, ditadura militar e Estado Novo. Foi este último que o encerrou depois de uma exposição internacional de livros de mulheres organizada pelo CNMP e que teve lugar em Lisboa, em 1947, na Sociedade Nacional de Belas-Artes.

Investigadoras/es:

Anne Cova (anne.cova@ics.ulisboa.pt); Isabel Freire (ana.freire@ics.ulisboa.pt); João Esteves (Delegação de Coimbra do CNMP) (jotaesteves@sapo.pt)

 

Cruzada das Mulheres Portuguesas (1916-1935)

Instituição patriótica e humanitária, fundada em Lisboa por Elzira Dantas Machado, esposa de Bernardino Machado, Presidente da República, tinha como objectivo o apoio material e moral aos combatentes, às famílias mais desfavorecidas e a todos os que dela necessitassem por motivo da guerra com a Alemanha. Criou obras educativas e sociais e um serviço autónomo de formação de enfermeiras e de hospitalização de feridos e mutilados de guerra.

Investigadora: Natividade Monteiro (nati.monteiro@netcabo.pt)

 

Movimento Democrático de Mulheres (desde 1968) 

Investigadora: Manuela Tavares (manuelafernandestavares@gmail.com)

 

Movimento Nacional Democrático Feminino do Movimento Nacional Democrático (1949-1957)

O Movimento Nacional Democrático Feminino (MNDF) foi criado em 1949 como colectivo do Movimento Nacional Democrático (1949), organização política legal fundada no rescaldo da campanha de Norton de Matos, que em parte beneficiou da estrutura organizativa montada para as eleições presidenciais. Com o objectivo de actuar no esclarecimento e mobilização política das mulheres, a comissão central do MNDF sediava-se em Lisboa e existiram delegadas em Sacavém, no Barreiro, em Cascais e no Algarve. Da Comissão Central faziam parte, entre outras, Maria Isabel Aboim Inglez, Virgínia Moura, Cesina Bermudes, Manuela Porto, Ema Quintas Alves, Ermelinda Cortesão, Eugénia Fernandes, Vitalina Machado, Antónia Farracha e Maria das Dores Cabrita.

Investigadora: Vanda Gorjão (vandagorjao@gmail.com)

 

Movimento Nacional Feminino (1961-1974)

Organização fundada em 1961 por um núcleo inicial de 25 mulheres ligadas do ponto de vista ideológico ao regime salazarista, para prestar auxílio moral e material aos militares que combatiam na guerra colonial e às suas famílias. Oficializado a 10 de Agosto desse ano, cerca de 6 meses depois do início da guerra em Angola, o MNF teve como lema a frase «Por Deus e pela Pátria» e, sob a liderança carismática de Cecília Supico Pinto, adquiriu dimensão e projecção nacional e internacional. Ao longo dos 13 anos de duração (1961-1974) as iniciativas levadas a cabo pelo Movimento e as «secções» de apoio, como por exemplo a das madrinhas de guerra ou dos aerogramas, mobilizaram para a causa uma grande parte do país e congregaram a adesão de um número significativo de mulheres.

Investigadora: Sílvia Espírito-Santo (smves@hotmail.com)

 

 

Núcleo Feminino de Assistência Infantil da Junta Patriótica do Norte (1916-1938)

Fundado no Porto, sob a presidência de Filomena Nogueira de Oliveira, organizou e administrou a Casa dos Filhos dos Soldados que acolheu e educou os órfãos de guerra do Norte do país. Promoveu o culto cívico dos militares caídos no campo da honra.

Investigadora: Natividade Monteiro (nati.monteiro@netcabo.pt)

 

 

 

 

 

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